RadarURL
<< Médium Anterior   |   Médium Seguinte >>

Nome: Marthe Beráud - Eva C.
Data Nascimento:
Data Desencarne:
País de Origem:

Marthe Beráud, também conhecida como Eva C. (Eva Carrière) (1886 - 19??), foi uma médium francesa de efeitos físicos. Mlle. Béraud era filha de um oficial e fora noiva de Maurice Noel, um dos filhos do casal Noel, que falecera no Congo em conseqüência de uma febre, antes que o casamento se realizasse, passando a viver com o casal. Chegou a ser professora de reencarnação, ensinando a arte psíquica para diversos membros do círculo. Primeira Fase da Médium O seu trabalho mediúnico iniciou em 1903, aos 17 anos de idade, na Vila Carmen. Nesse círculo, além de Mille. Beráud, havia o concurso de um grande número de médiuns, dentre eles, a Sra. Vicentia Garcia, Ninon, uma cartomante e Aischa, uma empregada do casal Noel e as duas irmãs da médium. Foi na Vila Carmen que Charles Richet e Gabriel Delanne, convidados pelo General Noel em 1903 para assistirem as experiências protagonizadas pela médium M. Beráud, que tem início às pesquisas e estudos sobre a mediunidade da jovem francesa. As primeiras experiências impressionaram vivamente Richet que não estabeleceu, porém, conclusões firmes. No ano seguinte, Richet e Delanne voltaram a Argel, dando prosseguimento às observações e estudos. Vale lembrar que em 1912, Richet voltou a fazer experiências com M. Beráud, relatando uma sessão ocorrida em 15 de abril de 1912, na presença do Conde de Vesme e de Mme. Bisson. Nas sessões de Vila Carmen, houve a materialização do Espírito Bien-Boa, que afirmava haver sido um sacerdote que vivera três séculos antes (século XVII), na cidade de Golgonda, no Industão. Outro Espírito – Bergólia -, que se identificava como irmã de Bien-Boa, informou que seu irmão convivera com a Sra. Carmencita Noel em uma existência passada. E a rainha egípcia, dentre outros. A Sra. Noel publicou diversas notas sobre os fenômenos de Vila Carmen na “Revue Scientifique Et Morale Du Spiritism”, editada por Gabriel Delanne. E no livro de Charles Richet que trata das “Materializações de Argel”. As sessões de Vila Carmen tiveram início provavelmente a partir de Abril de 1902, mas foi com a chegada de Charles Richet e Gabriel Delanne em Agosto de 1903, que ditas sessões ganharam projeção. Foi nessas sessões que Richet observou um material esbranquiçado, que parecia sair do médium em abundância, que o levou a cunhar o vocábulo – ECTOPLASMA. A partir dessas observações, pode concluir Richet, que essa substância esbranquiçada e gelatinosa que sai do corpo do médium, pelos orifícios naturais ou pelos poros, e que, tem irresistível tendência a formar membros ou corpos humanos é o elemento orgânico do fenômeno de materialização, que se exterioriza também na forma de um fluido visível ou invisível, às vezes, sensível ao tato. Segunda Fase da Médium A segunda fase da Mediunidade de Mille. Beráud ocorreu em Munique, Alemanha, no período de 1908-1913. As sessões de Munique foram caracterizadas pelos experimentos dos pesquisadores psíquicos Mme. Bisson (1861-1956) e pelo alemão, barão Schrenck-Notzing. Eva C., passou a ser para Mme. Bisson, uma espécie de filha adotiva, passando a residir na residência daquela senhora. Dra. Juliette Alexandre Bisson, viúva rica do Sr. Adolphe Bisson, um conhecido homem público da França. Esta senhora francesa patrocinou a pesquisa. Aliás, vale registrar que a primeira investigação sistemática e prolongada sobre Ectoplasma foi empreendida por esta senhora. Após as experiências de Argel, Eva C. havia se tornada frágil e receosa dos acusadores gratuitos. Mme. Bisson tomou-a aos seus cuidados e a proveu-a de tudo. Então começou uma série de experiências que duraram cinco anos e lhe produziram resultados sólidos. Nessas experiências, Madame. Bisson associou-se ao Dr. Albert Von Schrenck-Notzing, médico psiquiatra alemão. O método do médico alemão consistia em fazer Eva C. mudar toda a roupa, sob controle e vestir uma espécie de camisola sem botões, fechado pelas costas. Apenas as mãos e os pés ficavam livres. Assim era levada para a sala de experiências, onde não entrava senão nessa ocasião. Numa das extremidades da sala havia um recanto fechado por cortinas, por detrás, pelos lados e por cima, mas aberto pela frente. Isto era chamado a Cabine e a sua finalidade era concentrar os vapores de ectoplasma. Vale ressaltar que nessas sessões sob a direção de Notzing, Eva C. sofreu muito durante os transes, se contorcia como uma mulher em trabalho de parto e seu pulso aumentaram de 90 para 120. O controle espiritual do médium estava sob a direção do Espírito Bertthe. As materializações ocorriam de maneira difícil, lenta e por pouco tempo. Nandor Fodor, em sua “Enciclopédia de Ciência Psíquica”, publicada em 1934, é de opinião que “(...) talvez o rigor do controle tenha afetado o médium”. Nessas experiências realizadas em Munique, relata Madame Bisson em sua obra “Fenômenos de Materialização” à página XVI: “Em Munique, um professor imprudente teve a idéia, inesperadamente, de precipitar-se sobre a médium Eva Carriére, a fim de segurar o fenômeno que via, e teve a surpresa de ver a matéria reabsorver-se diante de si, antes que lhe fosse possível apanhá-la”. Em conseqüência disso, a médium esteve muitos dias doente, e as sessões ficaram paralisadas. Terceira fase da Médium A terceira fase tem início a partir de 1917, quando se iniciaram os experimentos de Mme. Bisson e Gustave Geley, no Laboratório de Metapsíquica que se estenderam até 1918. Foi com Eva Carriére que Geley realizou o maior número de experimentações. Sua obra “Do Inconsciente ao Consciente” baseia-se em maior parte nos fenômenos observados com a médium, que produziu materializações diminutas de rostos, mãos e cabeças inteiras. Eva C. submeteu-se a todas as exigências de Geley, em proveito da ciência, razão pela qual o sábio francês lhe dirigiu agradecimento, apresentando-lhe o “muito obrigado” da parte dessa mesma ciência. No laboratório, Geley adotava método rigoroso. Eva C. antes da sessão, era submetida a um meticuloso exame médico. A seguir, despida e vestida em seguida, com um gabão negro, tendo essa roupa sido investigada por senhoras da confiança do Dr. Geley. Depois disso, era amarrada à cadeira, amordaçada e totalmente cerceada em seus movimentos, tendo a mão segura por Geley. O ambiente era iluminado por suave luz vermelha. Uma bateria de oito máquinas fotográficas tirou 225 fotografias. Em seguida, foram informados que as sessões poderiam ser com boa luz. As pesquisas do Dr. Geley foram tão rigorosas em seus testes, com a médium Eva Carriére que ele não hesitou em proclamar: “Não direi apenas que não há fraudes. Direi que não há Possibilidades de fraude”. E posteriormente, após tantas e exaustivas pesquisas, declarou: “Aquilo que vimos mata o materialismo. Já não há mais lugar para ele no mundo”. Ainda na terceira fase, em 1920, Mme. Bisson levou Eva C. à Inglaterra, onde passaram dois meses em Londres e fizeram 40 sessões diante da S. P. R. – Society for Psychical Research. Em metade dessas sessões não se obteve resultados e as demais foram pouco frutíferas. Nessas sessões da S. P. R., estavam presentes uma equipe pouco confiável, como: Eric J. Dingwall, W. W. Baggally, Everard Fielding e Harry Houdini. Os membros dessa Comissão, como não conseguiram aceitar que o fenômeno fosse possível de ocorrer, disseram: - “É difícil entender como isso é produzido”. E o Sr. Dingwall, tendo visto o Ectoplasma emergir como uma mão em miniatura, fazendo sinais antes de desaparecer, disse: “NÃO DOU IMPORTÂNCIA A ISSO”. Depois de ser submetida aos caprichos de um grupo de céticos, Eva C. foi levada por Mme. Bisson, para a Universidade da Sorbonne, em Paris. Na Sorbonne, em 1922, Eva C. realizou 15 sessões perante um grupo de professores reconhecidamente ignorantes na matéria. Esta foi a pior pesquisa realizada com a médium. Um grupo de professores despreparados, ao final das sessões, simplesmente afirmaram: “NÃO VIMOS NADA”. Vale salientar que Eva Carriére, foi uma das poucas médiuns de materialização que também tinha desenvolvido a faculdade de efeitos intelectuais. Em estado de transe, lia os dizeres em uma tela imaginária: páginas de filosofia que excediam o seu normal conhecimento sobre essa área do conhecimento humano. Os eventos produzidos por Carrière foram investigados por Arthur Conan Doyle, autor da série de mistério Sherlock Holmes. Em suas investigações, Doyle ficou convencido de que as performances de Carrière eram verdadeiras e de que ela não estava envolvida em nenhuma fraude. Após essas estafantes experiências a que foi submetida, foi desaparecendo a sua força vital. Seu nome foi esquecido e não se sabe a data de seu desencarne.