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Nome: Victorien Sardou
Data Nascimento: 1831-09-07
Data Desencarne:
País de Origem: França

Como toda idéia inovadora e revolucionária, o Espiritismo logo tornou-se alvo do interesse dos artistas, classe tristemente marginalizada e incompreendida no mundo social estabelecido e cheio de preconceitos. Um dos casos mais notórios foi o do dramaturgo Victorien Sardou. Este se tornou um dos mais dedicados discípulos de Allan Kardec, a quem acompanhou desde as primeiras experiências das mesas girantes, a elaboração do Livros dos Espíritos e a repercussão social doutrina na Europa e nos demais continentes. Embora não soubesse desenhar, era médium pictógrafo, produzindo ilustrações assombrosas sobre a vida em outros mundos. Apesar de seus biógrafos ignorarem sua dedicação ao Espiritismo, Sardou foi um ativista influente e pioneiro na transposição direta da nova filosofia para a linguagem artística. A Peça Teatral de Victorien Sardou - Spiritisme guarda o mérito de ser a primeira obra a defender, no palco, as idéias da Codificação Kardequiana. Foi encenada em 1896 no Teatro Renaissance, em Paris, pela própria Sarah Bernhardt, o mais famoso mito da arte cênica em todos os tempos. No papel de Simone, a grande atriz, Sarah Bernhardt, — judia de origem, — obteve grande consagração, visto o personagem ter-lhe dado ampla oportunidade para o emprego de... "sua voz extremamente suave, pureza de dicção e expecional criação pessoal". A peça "Spiritisme" teve a honra de ser incluída no Index da Igreja Católica Romana. Victorien Sardou continua a escrever. No decorrer dos anos não renega suas convicções espíritas. Acumulou espantosa documentação sobre o Espiritismo e participou de numerosas sessões experimentais, sobretudo com a famosa médium italiana, Eusápia Paladino. Victorien Sardou morreu na manhã de 8 de novembro de 1908, coberto de honras e de glória. Paris inteiro compareceu às suas exéquias, no quadro imponente do aparato militar a que lhe dava direito a grã-cruz da Legião de Honra. Gaston Doumerge, em nome do Governo, Valdal, representando a Academia, e Paul Hervieu, pela Sociedade de Autores, pronunciaram discursos enaltecendo a obra do dramaturgo de escol e convicto espírita. Em 1924 foi inaugurado o seu monumento, em Paris, obra do escultor Bartolomé. Suas obras estavam traduzidas para inúmeros idiomas, mas ninguém pensava que, com ele, uma época inteira desaparecia...